quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

pre-térito

toda vez que eu penso em você me sinto tão estranha. eu não sei se você pensa em mim. na verdade já tive várias provas que você não pensa em mim. pois eu penso em você. e lembro da gente andando na rua de mãos dadas falando sobre qualquer coisa, rindo, olhares vagos.
eu gosto de lembrar das coisas que a gente disse, das coisas que a gente riu, de quando nos encontramos muito loucos tantas vezes e rimos disso e nem nos entendemos e nos entendemos ao mesmo tempo. gosto de pensar que estive com você, que até conheço um pouco de você, que eu te disse coisinhas que você nunca disse pra mim. eu já achei que você me curtisse, você até disse! que merda... eu ainda te espero. sabia disso?
"eu sei aonde eu estarei
nadar num mar de mágoas
e a fé que eu depositei
tu vai guardar na caixa mágica"

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

E esperei mais essa vez. Até quando vai ser "mais essa"? Não me limito até um ponto.
É mais que isso, é um aviso. Que chega de um lado sem certeza, sem sons e fala com códigos multi interpretáveis. Imaginar da maneira que quiser, se pode ver de diversas formas, sem formas, disformes. Se desviam ao lado e ao outro desse quarto vazio e cheio de amarelas lembranças, de um passado que parece nem ter existido. Junto dele, e algo me impede, me prende e me sufoca. E renovado, com novos humores me espanta tanta ausência de fatos - ou o excesso deles contando o contrário.
Por quilômetros pensei em nem saber mais. E o limite nunca chegou, só se distanciava ao passo que mais perto eu chegava. Se ao menos me favorecesse, não teria tanta dúvida de matar a alma.
Querer ser exagerada e não ver o mais ruim se não se apresenta aos meus olhos embaçados um semblante amigo. Escrever essas palavras desastrosas e só lindas e lúdicas e cheias de brilho e cobertas de amor e regadas à canções. Amargas e tortas e negras na minha frente, um desafio que não só posso passar. Ao meu lado e seguir ao lado. Muito.
cá, deste lado daqui
que me escondo
cá, por aqui
que me guardo
cá, neste pedaço
que espero para ver
cá, aqui mesmo
me fito, desenho novas linhas
cá, bem aqui
que fica minha consciência inconsciênte
cá, sambe aqui
que quero te ver de perto
cá, ao lado meu
venha cantar teu encanto
cá, só aqui
que estou eu, só eu.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

o texto

agora acabo de escrever um texto sobre um desabafo. desabafando sobre aquilo que me deu dor de cabeça; algo que eu não imaginava que me daria dor de cabeça.
se esse texto for seguido à risca, pode resolver minha vida. aí, então, penso... o problema está em mim e a solução também! poxa, que brilhante. e ainda estremeço ao voltar ao problema como se o sentisse pela primeira vez. e me contento ao lembrar-me da solução.

escrevi-o sem pontuação. atropelei as falas, pensamentos. esqueci das regras. era um desabafo. dos grandes.
quis ser eu. deixar de lado experiências que não me fizeram bem. explodir lembranças podres. revisar os fatos. repensar a mim mesma. esquecer o que fiz de mim algo que não sou. quis um recomeço, uma mudança, um suspiro de sono.

e vai passar. e chega o alívio, melhor que qualquer tylenol. e me leva pra lá, onde não aqui, onde lá estou mais feliz.

Acontece aí

Vi várias pessoas querendo ser mais que outras. Vejo isso todos os dias. (percebi depois de certas análises compotamentais)
Comecei a reparar que as pessoas tem é muita sorte! Muito mais do que elas mesmo imaginam. Vi tantos carros cortando a frente de outros, tantos motoqueiros tirando a tinta de tantos outros carros, tantas pessoas atravessando a rua em locais desvantajosos para elas mesmas que me liguei que muita gente tem muita sorte de ainda estarem jogando gás carbônico na atmosfera.
Não bastasse isso, reparei como tem coisas pelas ruas que não fariam diferença alguma estarem lá ou não, como placas de trânsito. As pessoas não olham! E se olham ou não entendem ou fingem que não veem ou não respeitam mesmo, que é mais fácil. E acontecem as "coisas ruins". Que má sorte... só pode! Porque ainda tem gente com sorte por aí, não é não? Só pode...

um caso perdido

Nossa, só sei que parou. Parou de tal forma que nem sabia como agir diante dele. Bom, fui lá... "oi!". (cara de espanto) "oooi, nossa nem te reconheci". "é, mudei um pouco...".
"Tá, até mais" e saiu. Continuei minha vibe, mas com algo estranho em mim. Algo que resultaria, mais cedo ou mais tarde, em alguma coisa significativa (no momento nem fazia idéia do que poderia dar, na verdade).
Tava um tempinho meio cinza (lá em cima, no céu), mas embaixo brilhavam e ressaltavam todas as cores das roupas, de todos os rostos risonhos e alegres - mesmo que artificiais - e tudo só fazia sentido alí. Ai, o que faria eu se não estivesse de óculos escuros para resguardar meus olhares!
Então, ele voltou. Sentou ao meu lado, deu um sorrisinho meio "ah, já era" e puxou um papo meio furado e pretencioso. Quanta pretensão, meu caro! Aquele jeitinho meigo me envolveu e não resisti... bom, foi ótimo, não posso reclamar.
Queria, sim, que pudesse ter durado pra sempre meu estado naquele momento. Era uma euforia, uma novidade, um começo de algo em mim tão agradável! Nem sabe disso... nem sabe, e acho que nunca saberá.
Foi, e foi e assim foi. Levei um sentimento forçado por dias e meses. Tentei me alegrar com aquele sorriso fraco e qualquer que tinha no rosto. Uma expressão de passa-tempo que direcionava a mim.
Aquilo que eu sentia, não foi transmitido por ele; nem deveria ter esperado isso, mas esperança nas pessoas a gente não cria, já vem junto quando se cria o afeto. É. Acabou. Acho que não acabou porque nem começou! Só aconteceu... ao mero acaso? Só se for dele com ele, porque eu fiz.
Não, o que eu tô fazendo, meu Deus do céu?! Já passei desse tempo, não tenho mais essa disposição ou tempo de perder tempo. Cresci, xô!
E agora me culpo de tanta insistência... pra quê?! Pra estar alí, depois, sem fazer nada a respeito.
Quanta falta de viver!

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

a chuva de fevereiro

Hoje a chuva passou por aqui mais uma vez. Lavou o chão, molhou a grama, levou o sujo das telhas e se foi.
Ela tem vindo quase todos os dias, mas nem sempre traz todas suas imensas nuvens carregadas, de vez em quando cai em companhia do sol, que ao bater seus raios nas pequenas gotas a cair forma um belo arco multicolorido.
Sentei-me pra vê-la chegar, tão escandalosa e abundante, até parecia que um daqueles raios de cortar os céus iria cair ao meu lado a qualquer momento.
Gostei do cheiro daquela brisa que nem sei de onde vinha, mas vinha. Trouxe o cinzento pensamento de que o dia escurecia, mas trazia também certa esperança de que haverá um novo amanhecer. Levou, então, consigo o impressionante e a incerteza para tantos corações descrentes para que estes duvidassem e cressem em algo mais.
Uma chuva caía e ia-se... e volta e começa tudo outra vez.

o primeiro post

é sempre o mais estranho, não-autêntico, errático e falível. um tanto duvidável, incerto...
quis fazer um blog por querer me publicar na "net"; para escrever tudo, qualquer coisa, sobre nada, para fazer alvoroço - quem sabe não -, ou só pra dizer "é... tenho um blog. sabe cumé, escrevo lá de vez em quando."
ai, o primeiro post... estranho, hesitante e amedrontado.