Nossa, só sei que parou. Parou de tal forma que nem sabia como agir diante dele. Bom, fui lá... "oi!". (cara de espanto) "oooi, nossa nem te reconheci". "é, mudei um pouco...".
"Tá, até mais" e saiu. Continuei minha vibe, mas com algo estranho em mim. Algo que resultaria, mais cedo ou mais tarde, em alguma coisa significativa (no momento nem fazia idéia do que poderia dar, na verdade).
Tava um tempinho meio cinza (lá em cima, no céu), mas embaixo brilhavam e ressaltavam todas as cores das roupas, de todos os rostos risonhos e alegres - mesmo que artificiais - e tudo só fazia sentido alí. Ai, o que faria eu se não estivesse de óculos escuros para resguardar meus olhares!
Então, ele voltou. Sentou ao meu lado, deu um sorrisinho meio "ah, já era" e puxou um papo meio furado e pretencioso. Quanta pretensão, meu caro! Aquele jeitinho meigo me envolveu e não resisti... bom, foi ótimo, não posso reclamar.
Queria, sim, que pudesse ter durado pra sempre meu estado naquele momento. Era uma euforia, uma novidade, um começo de algo em mim tão agradável! Nem sabe disso... nem sabe, e acho que nunca saberá.
Foi, e foi e assim foi. Levei um sentimento forçado por dias e meses. Tentei me alegrar com aquele sorriso fraco e qualquer que tinha no rosto. Uma expressão de passa-tempo que direcionava a mim.
Aquilo que eu sentia, não foi transmitido por ele; nem deveria ter esperado isso, mas esperança nas pessoas a gente não cria, já vem junto quando se cria o afeto. É. Acabou. Acho que não acabou porque nem começou! Só aconteceu... ao mero acaso? Só se for dele com ele, porque eu fiz.
Não, o que eu tô fazendo, meu Deus do céu?! Já passei desse tempo, não tenho mais essa disposição ou tempo de perder tempo. Cresci, xô!
E agora me culpo de tanta insistência... pra quê?! Pra estar alí, depois, sem fazer nada a respeito.
Quanta falta de viver!
Nenhum comentário:
Postar um comentário