Hoje acordei e chorei mais uma vez. Quantas manhãs mais vou chorar? Durante o dia me mudo tantas vezes que chega a ser, realmente, imprevisível querer saber de alguma coisa. "Você é muito volúvel", já me disseram. Aceito.
Não suporto esse cheiro que não é de quem quero aqui. Não suporto o vazio da incerteza desse espaço que me separa de uma boa sensação. Me satisfaço momentaneamente sem me alegrar pelo menos um tantinho. Me faço sofrer por tantas coisas que amargam nessa distância. Tanta incerteza, me sinto como se estivesse em um carro em altíssima velocidade e sem cinto de segurança. E me repito e repito que era o que eu menos queria, mas parece que vou atrás disso mais e mais, não acho saída, sigo em frente, bato em meus sofrimentos e me firo; abro antigas feridas com umas lembranças cortantes e inacabadas. Não encontro aquele sossego.
Neste momento posso dizer que estou bem e confortável por não ter acontecido nada que eu não quisesse. Prefiro me guardar e não vasculhar minhas tristes lembranças para não chorar.
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