segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Olá! Hoje é tudo colorido!

Hoje eu quero fazer diferente... não quero dizer daquilo que me doeu, nem daquilo que não tava certo ou que não deu certo...
Hoje vim expressar meu contentamento por algumas coisas que me fizeram sorrir ultimamente.
Quero dizer que fui muito feliz em meus relacionamentos um dia... não deram certo? Não era pra ser, já era, acabou, tudo tem um recomeço; me contentei tanto em viagens, que me fizeram ver o quanto posso estar comigo e me sentir completa assim mesmo... sem precisar de alguém necessariamente; venho dizer também que fico tão bem quando o sol faz brilhar o dia, adoro dias quentes e claros, tem tanto pra se fazer em dias assim! E também não me incomodo tanto com dias frios e cinzas... nada como um cobertor e um bom filme pra ficarmos aconchegados;
Me alegro com pessoas que conheci... tem tanta gente linda por aí! E ainda há vezes que a gente se prende tanto a alguém que não era pra ser assim..! E depois de tantas, a gente percebe que perdeu tempo, que chorou à toa, que brigou sem fundamento e no fim das contas... tudo passou!

Hoje meu dia começou de novo, e lindo!

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Leia, ouça e tire suas conclusões! [Num momento de raiva e desabafo.]

Pronto, já chega! Eu nem sei até quando vou dizer "pronto, já chega!"... já disse isso em pensamento, por escrito, em papéis avulsos, nas paredes, nos gritos desesperados e até em bancos em ônibus, num simples ato de impulsividade sem pensar em vandalismo.
Tantas experiências parecidas me levam a crer na descrença, que não se pode acreditar no outro que um dia te beijou, abraçou e até olhou nos teus olhos. Eu, por mim e pra mim, já chega...
Disse um adeus que eu sei que não será escutado, quem sabe lido e talvez decifrado, mas para ser entendido, eu mesma teria que dizê-lo. E aprendi a não dizer mais... a dizer mais nada, eu um dia já disse tudo; hoje prefiro me calar. Que adianta? Só adianta uns nervos à toa.
Eu andava tão bem humorada! E foi um ato de desrespeito destruir as cores que eu via, poxavida! [Não façam isso! Pode custar o divertimento de uma viagem massa!]
E voltei das minhas férias pensando em novos métodos de comportamento que andam dando bastante certo! Me contento com isso, porém tem gente que anda gostando de me tirar da linha. MAS, mantenho a linha, seumerda!
E como escrevi, volto a escrever: "Adeus, você! E olá pra você que vem!". Porque vem!

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Um sentido (in)comum

Sim! Uma luz no fim do túnel que entrei não sei como e muito menos tinha idéia de como sair dele!
Encontrei muitas respostas após um acontecimento fatídico em minha vida... prefiro nem comentá-lo, pois me dá raiva só de pensar em quão inconsequente fui. Claro que nós, reles seres humanos, somos levados a cometer os maiores atos de inconsequencia possível quando não estamos completamente seguros de nossas vontades e acabamos agindo por meio de um impulso. Sei que esse tipo de ação emergencial não deve ser usado em todas as ocasiões, porém tenho usado-a mais do que minhas cotas me permitem. Receio estas cotas estarem se esgotando. Alguém sabe onde posso comprar mais?

Estou realmente contente com minhas respostas. Acho que (finalmente!) achei algo que fizesse sentido nestes últimos tempos. Estava tudo tão enevoado e acinzentado, que mal conseguia abrir meus olhos de irritação.

E mais contente ainda que férias se aproximam junto com um frio de gelar os ossos, mas nada melhor do que bons pensamentos para quebrar o gelo da inação.

Salve!

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Nada e tudo de novo

Estou certa de que assumi novas (ou outras) posturas. Não me incomodam mais algumas coisas que antes me incomodavam, como em casa, aqui mesmo. Estou me sentindo muito mais aberta a aceitar e querer outras coisas.
Sei que por conta de eu assumir essas novas posturas deixei que acontecessem situações e atitudes que não aprovava e que agora não me fazem mais mal como fora antes. E, também, por conta disso, acabei afastando de mim algumas pessoas que quero muito bem: o que desencadeou atitudes nelas próprias que não tinham comigo por ter-se criado uma distância que não havia e aconteceu. E penso: será que uma conversa vai mudar? Ou será que faria piorar? Bom, aí depende com quem converso e os termos, assim como o tom, da conversa. Nada se desenlaça.

E são tantas pessoas por aí.

Melhor, então, é ir levando. Um dia a gente se toca do que faz.

segunda-feira, 11 de maio de 2009

O de hoje.

Cada dia um novo amor. Ou não.

terça-feira, 28 de abril de 2009

Livre! Melhor agora. Descobri o que atrapalhou tanto minha semana. Maldito estado mensal que ataca as mulheres em idade fértil.
Escrevi aquela carta que hoje li e não fez nenhum sentido. Cheguei a mandar uma mensagem anônima pra um alguém que desonhece meu sentimento. Destratei gente que prezo tanto! Se controlem, mulheres. Um dia aparecem as consequências.
Agora me sinto assim como se fosse tudo fácil, tudo estivesse certo. Não tem que haver problemas o tempo inteiro; um dia a parte do cérebro que é expert em resolver problemas tem que falhar pra sentir que nem tudo é tão grande - ou tão pequeno.

terça-feira, 14 de abril de 2009

e o hoje?

hoje eu quero um todo de demais
hoje eu quero ser o que não se quer
hoje pensei em ir a qualquer lugar
hoje fiz de mim algo que criei outra vez
hoje eu queria amar demais
hoje eu queria não sentir demais
hoje eu queria sair dali
hoje eu precisei tirar um pouco de mim
hoje eu gostei do que vi
hoje achei coisas que não achava
hoje descri mais uma vez
hoje viajei em um pensamento sem passagem de volta
hoje mandei uma carta sem endereço
hoje encontrei alguém que ainda não nasceu
hoje eu percebi que vivo menos do que é minha vida
hoje abri caixas sem conteúdo
hoje li maluquices alheias
hoje cheirei flores mortas
hoje joguei um jogo sem regras
hoje amei a ninguém
hoje abracei minha solidão
hoje quase não é mais hoje
hoje é o amanhã de ontem
hoje é ontem de amanhã
hoje é a semana seguinte da terça passada
hoje teve uma reunião que não fui
hoje comprei uns limões pra uma caipirinha
hoje liguei pras algumas pessoas virem tomar umas comigo
hoje decidi que queria assistir a um filme que não vi - e não vi
hoje carreguei minha mochila guerreira mais uma vez
hoje falei sobre mim
hoje ouvi de alguém
hoje li notícias na internet, li que o Lula é o cara, segundo o Obama
hoje dividi o bandejão da faculdade com intensão de gastar menos
hoje pensei mais uma vez no ingresso daquele show do Lenine que ainda não comprei
hoje é terça-feira, foi terça-feira e voltando a ontem, será terça-feira
hoje sarei da garganta que adoecerá amanhã
hoje participei de conversas sem assunto
hoje sentei ao lado de tanta gente
hoje me envergonhei por coisas que faço quando não me controlo
hoje meu coração bateu forte por alguém que nem vi
hoje procurei alguém por aí que nem vi
hoje pensei em dizer o que não queria
hoje me fiz de anti-social pra não conversar no ônibus
hoje saí da sala no meio da prova
hoje desviei das poças acumuladas no chão
hoje molhei meus pés
hoje não choveu tanto quanto ontem
hoje nem choveu
hoje falei com minha irmã
hoje tomei um café pra não dormir na aula
hoje caí num mundo de possibilidades
hoje vi que não passei na seleção de estágio
hoje me conformei que o trabalho é exploratório pra cara*ho
hoje queria um show
hoje queria um gosto doce e brincar com diamantes
hoje queria rir até minha barriga doer
hoje não queria ter falado tantas coisas
hoje queria ter dito tantas outras
hoje troquei minhas palavras
hoje não fui a mesma de ontem
hoje queria um bolinho de chuva
hoje pensei naquele bobó de camarão de domingo
hoje refleti a mim mesma naquele velho espelho caído
hoje vivi neste dia
hoje morei na minha casa
hoje usei meu computador
hoje escutei aquela banda com influência dos bálcãs
hoje sorri quando pensei em pessoas tão boas que conheci
hoje senti saudades
hoje quis chorar de emoção
hoje quis gritar minha agonia
hoje fui além de algumas coisas
hoje peguei emprestado
hoje emprestei - e a vida é uma troca
hoje soube que o sistema é um conjunto de partes que se ligam
hoje li sobre a vida e obra de Lévi-Strauss
hoje fui eu
hoje ainda não acabou

segunda-feira, 13 de abril de 2009

pensei em você nesse dia, assim como se estivesse enterrado na minha mente. não tinha intenção de continuar fazendo aquilo porque eu sei que me faria mal. parece até uma droga - das pesadas - era tão doce seu rosto perfeitamente desenhado pra mim e aos poucos começava a derreter pelos cantos misturando-se a horríveis lembranças tristes minhas quando te esperava do nascer ao por do sol. quisera eu não ter pensado em você naquele dia tão ensolarado, que prometia um dia bom. porém esse sol queimava meus pensamentos na minha cabeça. você me fez feliz por tantos segundos que pareceram tão eternos aos teus braços e parecia uma promessa. nunca saiu uma palavra de certeza da tua boca em relação a mim, só fiquei vivendo de hipóteses e esperanças quebradas.
pensei em você naquela manhã com um gostinho de querer te ter outra vez e sentir o que sentia de bom e te dar outra chance e me dar outra também. o dia correu junto com as horas intermináveis e nada de você que me fizesse sorrir. outra vez esperei... tanto! e quanto mais espero mais desespero cresce em meu cego coração que de tão cego nem te encontra mais nos cantos do mundo. pensei e pensei em você como te queria ver sorrindo ao meu lado e teu braço enlaçado ao meu mais uma vez e aquele olhar bobo e vago a entrar pelos meus olhos brilhando ao te ver.
pensei em você como naquela vez em que acordei esperançosa e sabia que te veria e ficaria ao teu lado o dia todo. e fui te encontrar só à noite perdido na multidão. nossa noite foi tão nossa, que mesmo ao ar livre ninguém nos via. esperei o dia todo por aquela noite lilás ao amanhecer. nossos olhos pareciam ter sido feitos um para outro naqueles momentos tão loucos e desvairados. te amei inteiramente sem me importar com o espaço, fui sua como não seria de mais ninguém. e você nunca soube disso... eu não tenho cara nem coragem de te dizer isso diretamente. você me levaria a mal. é melhor que um dia você perceba por você e nem sei mais se eu estarei aí.

sexta-feira, 13 de março de 2009

você veio e se foi da mesma forma. subitamente.

terça-feira, 10 de março de 2009

Menina no quintal da espera

Essa menina vivia de esperas. Ela abria todos os dias a caixa velha de correio em frente à casa dela, uma casinha pintada de azul, com janelas brancas e amplas. Não adiantava essas janelas fazerem a luz do sol entrar se ela não as abria, o único que abria era a velha caixa de correio.
Esperava que chegasse a carta de sua vida embalada em papéis cheirando rosas e imaginava que ao abri-la encontraria uma vida cheia de euforias. Sonhava com isso todas as noites acordada, e desacordada o único que sonhava era sua solidão infeliz.
E acordava desse sonho pesadelado com um ar rarefeito, sufocante e poluído. Uma cegueira a acompanhava até a velha caixa de correio e só começava a enxergar depois de sentir que só haviam cobranças e malas diretas. Nem uma carta que pudesse abrir em su rosto sequer um pequeno sorriso.
Ela já havia idealizado tantas situações, tantos discursos, tantos gestos, tantos sorrisos. Não chegava nunca essa reciprocidade tão esperada. Afogou-se em lágrimas e soluços tantas e tantas vezes antes de agarrar-se ao salva-vidas tão insignificante. E esse salva-vidas era uma esperança restada e abandonada, que a ajudava em momentos de pânico absoluto.
Não abandonou sua solidão por nada. Só a abandonaria se recebesse essa carta. Ela já nem sabia mais de quem era... estava tão perdida e só que só era o que menos queria estar. Tentou-se a tantas tentações alheias, mas nunca encontrava um sentido nisso; parecia tudo tão turvo e tormentoso.
Essa menina não sentia mais seus pés no chão. Desligou-se de tudo; entregou-se à essa espera.
Espera. Espera. Não dá pra viver só de esperas.

domingo, 8 de março de 2009

Hoje acordei e chorei mais uma vez. Quantas manhãs mais vou chorar? Durante o dia me mudo tantas vezes que chega a ser, realmente, imprevisível querer saber de alguma coisa. "Você é muito volúvel", já me disseram. Aceito.
Não suporto esse cheiro que não é de quem quero aqui. Não suporto o vazio da incerteza desse espaço que me separa de uma boa sensação. Me satisfaço momentaneamente sem me alegrar pelo menos um tantinho. Me faço sofrer por tantas coisas que amargam nessa distância. Tanta incerteza, me sinto como se estivesse em um carro em altíssima velocidade e sem cinto de segurança. E me repito e repito que era o que eu menos queria, mas parece que vou atrás disso mais e mais, não acho saída, sigo em frente, bato em meus sofrimentos e me firo; abro antigas feridas com umas lembranças cortantes e inacabadas. Não encontro aquele sossego.
Neste momento posso dizer que estou bem e confortável por não ter acontecido nada que eu não quisesse. Prefiro me guardar e não vasculhar minhas tristes lembranças para não chorar.

um grito

não, não
por quê?
aqui, agora, hoje, amanhã
não importa nada
só você
enfim, é assim?
não é um fim,
é algo mais,
é a vida,
é sua vida,
é minha vida, agora
intenso, tenso
só você que quero,
meu quero

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

pre-térito

toda vez que eu penso em você me sinto tão estranha. eu não sei se você pensa em mim. na verdade já tive várias provas que você não pensa em mim. pois eu penso em você. e lembro da gente andando na rua de mãos dadas falando sobre qualquer coisa, rindo, olhares vagos.
eu gosto de lembrar das coisas que a gente disse, das coisas que a gente riu, de quando nos encontramos muito loucos tantas vezes e rimos disso e nem nos entendemos e nos entendemos ao mesmo tempo. gosto de pensar que estive com você, que até conheço um pouco de você, que eu te disse coisinhas que você nunca disse pra mim. eu já achei que você me curtisse, você até disse! que merda... eu ainda te espero. sabia disso?
"eu sei aonde eu estarei
nadar num mar de mágoas
e a fé que eu depositei
tu vai guardar na caixa mágica"

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

E esperei mais essa vez. Até quando vai ser "mais essa"? Não me limito até um ponto.
É mais que isso, é um aviso. Que chega de um lado sem certeza, sem sons e fala com códigos multi interpretáveis. Imaginar da maneira que quiser, se pode ver de diversas formas, sem formas, disformes. Se desviam ao lado e ao outro desse quarto vazio e cheio de amarelas lembranças, de um passado que parece nem ter existido. Junto dele, e algo me impede, me prende e me sufoca. E renovado, com novos humores me espanta tanta ausência de fatos - ou o excesso deles contando o contrário.
Por quilômetros pensei em nem saber mais. E o limite nunca chegou, só se distanciava ao passo que mais perto eu chegava. Se ao menos me favorecesse, não teria tanta dúvida de matar a alma.
Querer ser exagerada e não ver o mais ruim se não se apresenta aos meus olhos embaçados um semblante amigo. Escrever essas palavras desastrosas e só lindas e lúdicas e cheias de brilho e cobertas de amor e regadas à canções. Amargas e tortas e negras na minha frente, um desafio que não só posso passar. Ao meu lado e seguir ao lado. Muito.
cá, deste lado daqui
que me escondo
cá, por aqui
que me guardo
cá, neste pedaço
que espero para ver
cá, aqui mesmo
me fito, desenho novas linhas
cá, bem aqui
que fica minha consciência inconsciênte
cá, sambe aqui
que quero te ver de perto
cá, ao lado meu
venha cantar teu encanto
cá, só aqui
que estou eu, só eu.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

o texto

agora acabo de escrever um texto sobre um desabafo. desabafando sobre aquilo que me deu dor de cabeça; algo que eu não imaginava que me daria dor de cabeça.
se esse texto for seguido à risca, pode resolver minha vida. aí, então, penso... o problema está em mim e a solução também! poxa, que brilhante. e ainda estremeço ao voltar ao problema como se o sentisse pela primeira vez. e me contento ao lembrar-me da solução.

escrevi-o sem pontuação. atropelei as falas, pensamentos. esqueci das regras. era um desabafo. dos grandes.
quis ser eu. deixar de lado experiências que não me fizeram bem. explodir lembranças podres. revisar os fatos. repensar a mim mesma. esquecer o que fiz de mim algo que não sou. quis um recomeço, uma mudança, um suspiro de sono.

e vai passar. e chega o alívio, melhor que qualquer tylenol. e me leva pra lá, onde não aqui, onde lá estou mais feliz.

Acontece aí

Vi várias pessoas querendo ser mais que outras. Vejo isso todos os dias. (percebi depois de certas análises compotamentais)
Comecei a reparar que as pessoas tem é muita sorte! Muito mais do que elas mesmo imaginam. Vi tantos carros cortando a frente de outros, tantos motoqueiros tirando a tinta de tantos outros carros, tantas pessoas atravessando a rua em locais desvantajosos para elas mesmas que me liguei que muita gente tem muita sorte de ainda estarem jogando gás carbônico na atmosfera.
Não bastasse isso, reparei como tem coisas pelas ruas que não fariam diferença alguma estarem lá ou não, como placas de trânsito. As pessoas não olham! E se olham ou não entendem ou fingem que não veem ou não respeitam mesmo, que é mais fácil. E acontecem as "coisas ruins". Que má sorte... só pode! Porque ainda tem gente com sorte por aí, não é não? Só pode...

um caso perdido

Nossa, só sei que parou. Parou de tal forma que nem sabia como agir diante dele. Bom, fui lá... "oi!". (cara de espanto) "oooi, nossa nem te reconheci". "é, mudei um pouco...".
"Tá, até mais" e saiu. Continuei minha vibe, mas com algo estranho em mim. Algo que resultaria, mais cedo ou mais tarde, em alguma coisa significativa (no momento nem fazia idéia do que poderia dar, na verdade).
Tava um tempinho meio cinza (lá em cima, no céu), mas embaixo brilhavam e ressaltavam todas as cores das roupas, de todos os rostos risonhos e alegres - mesmo que artificiais - e tudo só fazia sentido alí. Ai, o que faria eu se não estivesse de óculos escuros para resguardar meus olhares!
Então, ele voltou. Sentou ao meu lado, deu um sorrisinho meio "ah, já era" e puxou um papo meio furado e pretencioso. Quanta pretensão, meu caro! Aquele jeitinho meigo me envolveu e não resisti... bom, foi ótimo, não posso reclamar.
Queria, sim, que pudesse ter durado pra sempre meu estado naquele momento. Era uma euforia, uma novidade, um começo de algo em mim tão agradável! Nem sabe disso... nem sabe, e acho que nunca saberá.
Foi, e foi e assim foi. Levei um sentimento forçado por dias e meses. Tentei me alegrar com aquele sorriso fraco e qualquer que tinha no rosto. Uma expressão de passa-tempo que direcionava a mim.
Aquilo que eu sentia, não foi transmitido por ele; nem deveria ter esperado isso, mas esperança nas pessoas a gente não cria, já vem junto quando se cria o afeto. É. Acabou. Acho que não acabou porque nem começou! Só aconteceu... ao mero acaso? Só se for dele com ele, porque eu fiz.
Não, o que eu tô fazendo, meu Deus do céu?! Já passei desse tempo, não tenho mais essa disposição ou tempo de perder tempo. Cresci, xô!
E agora me culpo de tanta insistência... pra quê?! Pra estar alí, depois, sem fazer nada a respeito.
Quanta falta de viver!

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

a chuva de fevereiro

Hoje a chuva passou por aqui mais uma vez. Lavou o chão, molhou a grama, levou o sujo das telhas e se foi.
Ela tem vindo quase todos os dias, mas nem sempre traz todas suas imensas nuvens carregadas, de vez em quando cai em companhia do sol, que ao bater seus raios nas pequenas gotas a cair forma um belo arco multicolorido.
Sentei-me pra vê-la chegar, tão escandalosa e abundante, até parecia que um daqueles raios de cortar os céus iria cair ao meu lado a qualquer momento.
Gostei do cheiro daquela brisa que nem sei de onde vinha, mas vinha. Trouxe o cinzento pensamento de que o dia escurecia, mas trazia também certa esperança de que haverá um novo amanhecer. Levou, então, consigo o impressionante e a incerteza para tantos corações descrentes para que estes duvidassem e cressem em algo mais.
Uma chuva caía e ia-se... e volta e começa tudo outra vez.

o primeiro post

é sempre o mais estranho, não-autêntico, errático e falível. um tanto duvidável, incerto...
quis fazer um blog por querer me publicar na "net"; para escrever tudo, qualquer coisa, sobre nada, para fazer alvoroço - quem sabe não -, ou só pra dizer "é... tenho um blog. sabe cumé, escrevo lá de vez em quando."
ai, o primeiro post... estranho, hesitante e amedrontado.